sexta-feira, 12 de dezembro de 2008


Éhhh… as lembranças de você
Agora só existem mesmo dentro de mim
Naquilo que ainda sobrevive de nós dois em minha cabeça
Naquele amor que ainda respira sofregante dentro do meu coração

Todas as provas que haviam de nós dois eu destruí
Nada sobrou... nem mesmo pra que eu recordasse
Nos momentos de carência

O nº do celular foi deletado 
Como se nunca tivesse me ligado
As fotos apagadas numa tentativa inútil 
De esquecer o que já houve um dia e que foi tão bonito...
As palavras que me escreveu... 
E que eu lia todos os dias foram incineradas 
Pelo calor do meu ódio passageiro
E as cinzas assopradas pela mágoa que tomou conta do meu peito.

Você faz falta sim!
Dizer que não seria totalmente sem sentido...
Afinal... se não te amasse ainda
Não haveria sentido para estas palavras
Mas a cada dia me dou conta de que nosso amor 
Foi apenas um desejo que nunca se tornou real
Uma amizade forte confundida pelo querer bem

O que na verdade houve talvez jamais será entendido
Vejo em nós tudo certo, tudo perfeito, mas com um final que se perdeu
Loucura! é o que diria quem me ouvisse dizer tais palAvras,
Mas tenho poder suficiente, herdados do alto,
Para profetizar nossa felicidade

Certa vez eu disse: serás meu!
E fostes...
Outrora desejei tua volta
E voltastes
Agora profetizo novamente sua volta
Sua chegada em minha vida de outra forma
Sua chegada definitiva, real, por inteiro...

Porque embora nada haja de material
Para comprovar o que vivemos
Tenho aqui um coração que cultiva 
Quieto... cada recordação.

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